José Jorge Letria estudou Direito, História e História de Arte na Universidade de Lisboa, sendo Pós-Graduado em Jornalismo Internacional e Mestre em "Estudos da Paz e da Guerra nas Relações Internacionais" pela Universidade Autónoma de Lisboa.
Jornalista desde 1970 até Dezembro de 2003, começou por colaborar nos suplementos Juvenil e A Mosca do Diário de Lisboa.
Seguidamente, foi redactor e editor de jornais como o República, Diário de Notícias, O Diário e Jornal de Letras, foi ainda chefe da redacção do semanário Musicalíssimo e correspondente do diário de Barcelona, Tele-Express, e da revista Delibros do Ministério da Cultura de Espanha.
Tendo sido, igualmente, professor de jornalismo, experiência da qual resultou a publicação de três livros sobre a matéria.
Foi autor de programas de rádio e de televisão, destacando-se, a esse nível, a sua participação, durante vários anos, na equipa de criadores da “Rua Sésamo”, em Portugal e autor dos textos do programa "Pastéis de Belém", na TSF.
Iniciou o seu percurso político como membro do PCP em 1972, tendo-se desvinculado deste partido em 1991.
Foi um dos poucos civis que se encontravam ao corrente do levantamento militar de 25 de Abril de l974, tendo colaborado com os militares na Direcção da Emissora Nacional desde 27 de Abril desse ano e foi responsável pela programação musical da Estação oficial até meados de 1975.
Aderiu ao PS em 1995 e foi entre 1994 e 2001 vereador da Cultura da Câmara Municipal de Cascais, onde criou a revista Boca do Inferno.
Integrou durante seis anos o Bureau Executivo da Associação dos Eleitos Locais e Regionais da Grande Europa para a Cultura, tendo sido membro da Comissão de Redacção do Livro Branco sobre as Políticas Culturais na Europa.
Foi vice-presidente da Fundação D. Luís I., para a área da Cultura, em Cascais, e presidente da Fundação São Francisco de Assis, também sede em Cascais, destinada ao acolhimento e tratamento de animais abandonados.
Como dirigente associativo foi membro da direcção do Sindicato dos Músicos e da Associação Portuguesa de Escritores e Vice-Presidente da Direcção e da Administração da Casa da Imprensa.
É membro da World Literary Academy.
É, desde Setembro de 2003, vice-presidente e administrador da Sociedade Portuguesa de Autores e, desde Setembro de 2007, seu administrador-delegado e integra, desde Abril de 2005, em representação da SPA, o Comité Executivo do Conselho Internacional de Autores Dramáticos, Literários e Audiovisuais.
Integra desde finais de Setembro de 2009 os corpos sociais da Fundação Paula Rego.
Recebeu em Novembro de 2009 o Prémio Manuel de Arriaga, instituído pela Sociedade Protectora dos Animais para distinguir personalidades individuais ou colectivas que se destaquem anualmente pelo seu contributo para a defesa e divulgação dos direitos dos animais. Foi tida em conta a acção pública do distinguido ao longo dos anos, mas também a publicação de livros como "Amados Cães", "Amados Gatos" e do recente romance "Coração Sem Abrigo", que tem como personagens centrais um sem-abrigo e o seu cão de companhia num contexto de solidão urbana.
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